Hoje, a dor da ausência se transforma em gratidão pela história de Mário Melo Moura, um servidor que não foi apenas parte do Tribunal de Justiça, mas parte da alma de um Judiciário que ele, com tanto carinho, costumava chamar de “uma mãe”.
Mário foi, acima de tudo, um bom companheiro. Daqueles que acolhem, que escutam, que estendem a mão. Sempre tratou com respeito e humanidade todos que cruzavam seu caminho: jurisdicionados, colegas, advogados e magistrados. Seu sorriso era ponte, sua palavra era abrigo, sua postura era exemplo. Educado, polido, gentil, conhecia o seu ofício e honrava o seu lugar com dignidade e sabedoria.
Na luta sindical, Mário escreveu páginas que jamais serão apagadas. Desde a fundação do SINTJURR, esteve presente com coragem, coerência e espírito coletivo. Mesmo quando a Chapa 10 não saiu vitoriosa, ele permaneceu firme, leal aos trabalhadores e à causa. Sua história está gravada para sempre na memória do sindicato e do Tribunal de Justiça de Roraima.
Mário era o que o povo chama de “homem de mesa farta e mão aberta”: generoso, bondoso, solidário. Ajudava sem alarde, dividia sem medir, fazia o bem como quem respira. Um coração largo, desses raros.
Ao seu lado, esteve sua companheira de vida, Elissângela, também servidora do Tribunal de Justiça, mulher de coragem que honrou, com dignidade e amor, cada palavra dos votos do casamento: na saúde e, em especial, na doença — aquela que, pouco a pouco, foi tirando o brilho dos olhos de Mário, mas jamais conseguiu apagar a sua luz interior.
A você, colega Elissângela, deixamos nossa força, nosso respeito e nossa solidariedade.
E há uma honra que guardo como eternidade dentro do peito: Mário deu a um de seus netos o meu nome. Um gesto silencioso, mas profundo, que recebo como uma homenagem indireta à minha pessoa e à minha história.
Oiran Braga e sua família se curvam com respeito diante da vida de Mário, certos de que ele não partiu — apenas mudou de morada.
Ele permanece na história.
Ele permanece na luta.
Ele permanece na saudade bonita de quem teve o privilégio de conhecê-lo.






