




“Com a homologação do Plano pelo Supremo Tribunal Federal, iniciamos agora o monitoramento da execução. Propusemos grupos temáticos para avançar em infraestrutura e trabalho e renda, além de atualizar a composição do Comitê e organizar a parte orçamentária para os próximos três anos”.

A primeira entrega de bens apreendidos a instituições sociais em 2026 foi realizada nesta terça-feira (3), no Fórum Criminal Ministro Evandro Lins e Silva, com o objetivo de dar destinação social a materiais provenientes de apreensões judiciais.
A ação foi conduzida pela Corregedoria-Geral de Justiça, por meio da Diretoria de Gestão de Bens Apreendidos, e resultou na destinação de mais de 200 itens, entre equipamentos eletrônicos, bicicletas e vestuários. Os bens foram distribuídos à Associação Rede de Apoio, Defesa e Assistência de Roraima a Crianças, Adolescentes, Idosos e Mulheres (Radarr), à Associação Comunidade Portuguesa Forte São Joaquim, à Coordenadoria do Programa Justiça Cidadã e à Coordenadoria Estadual do Comitê PopRuaJud.
Para o corregedor-geral de Justiça, desembargador Erick Linhares, a iniciativa evidencia o papel social da Corregedoria. Segundo ele, além da função fiscalizatória, o órgão também atua na promoção de benefícios diretos à sociedade.
“A Corregedoria muitas vezes é vista apenas como um órgão disciplinar, mas também é um agente de transformação social. Estamos devolvendo à sociedade bens que estavam sendo utilizados de forma ilícita ou indevida, para que agora possam ajudar quem realmente precisa”, destacou.

O diretor do Fórum Criminal, juiz Cleber Gonçalves, ressaltou que a destinação social de bens apreendidos representa uma mudança de realidade construída ao longo dos anos.
“Antes, esses bens se acumulavam em fóruns e delegacias. Hoje, eles ganham uma finalidade social e passam a impactar positivamente a vida das pessoas”, afirmou.
Representando uma das instituições beneficiadas, a presidente da Associação Comunidade Portuguesa Forte São Joaquim, Margareth Coimbra, destacou a importância dos equipamentos recebidos para o fortalecimento dos serviços oferecidos.
“Esses equipamentos de informática serão fundamentais para estruturar nosso atendimento, equipar o escritório e ampliar o suporte ao nosso público, formado por portugueses residentes em Roraima e pela comunidade em geral”, explicou.
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Texto: Emily Soares - Jornalista
Fotos:NUCRI/TJRR
FEVEIRO/2026 - NUCRI/TJRR

Todas as semanas, migrantes em situação de vulnerabilidade encontram, na Rodoviária de Boa Vista, um espaço de escuta, orientação e encaminhamento ao trabalho. A iniciativa faz parte do projeto “Somos Todos Migrantes”, desenvolvido pela Corregedoria-Geral de Justiça do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR), que atua diretamente junto a pessoas que deixaram seus países, cidades ou histórias para trás e buscam mais do que abrigo momentâneo: procuram uma oportunidade concreta de recomeço.
A ação ocorre em parceria com a gestão do Terminal Rodoviário Internacional de Boa Vista e com a Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social (Setrabes), por meio do Sistema Nacional de Emprego (Sine Roraima). As atividades seguem um fluxo organizado ao longo da semana: às quartas-feiras, a equipe vai ao encontro dos migrantes no entorno da rodoviária; às quintas, os atendidos são encaminhados ao terminal para triagem social e documental; e, às sextas-feiras, seguem para o Sine, onde têm acesso às vagas disponíveis no mercado de trabalho.

Durante o atendimento inicial, servidores da Corregedoria realizam escuta qualificada, levantamento da situação social e verificação da documentação. A partir dessa análise, cada pessoa recebe encaminhamento conforme seu perfil profissional. Quem já possui experiência é direcionado para processos seletivos em andamento. Já aqueles que não contam com qualificação formal são inscritos em cursos profissionalizantes, ampliando as possibilidades de inserção no mercado.
Segundo dados do Sine Roraima, desde 2022, início da parceria com o Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR), 14.028 pessoas foram cadastradas no sistema, das quais 6.317 receberam encaminhamento para vagas de emprego.
Para o servidor do TJRR, Orib Ziedson, a atuação nasceu da necessidade de ouvir diretamente a população migrante e responder às demandas mais urgentes.
“Entendendo o desembargador Erick Linhares, na época ouvidor-geral de Justiça, que nós deveríamos vir aqui à Rodoviária de Boa Vista, ouvir a população e saber o que precisava. Muitos pediam por emprego. A partir disso, formamos uma parceria. Hoje existe um termo de cooperação técnica entre o Tribunal de Justiça de Roraima e a Setrabes, via Sine Roraima. Nós atendemos, fazemos a triagem em frente à rodoviária, levantamos a documentação e encaminhamos para as vagas de emprego”, explicou.

A secretária da Setrabes, Tânia Soares, salientou que a atuação conjunta amplia o alcance das políticas públicas voltadas ao emprego.
“São políticas públicas desenvolvidas por meio de parcerias com atores que têm o mesmo propósito. Faço um destaque ao Tribunal de Justiça e ao Governo do Estado. Essa parceria de encaminhamento ao mercado de trabalho representa muito, porque leva a população ainda desocupada à possibilidade de formalizar seu emprego”, afirmou.
Roel Guerrero, servidor que atua no Sine Roraima em parceria com a Corregedoria-Geral de Justiça, na função de tradutor de espanhol, destaca que a mediação linguística é fundamental para assegurar uma comunicação clara e um atendimento adequado às pessoas migrantes que não dominam o português. Segundo ele, o cuidado no acolhimento garante que esses cidadãos sejam atendidos com respeito e igualdade.
“Os migrantes têm que ser tratados dignamente, assim como toda a população brasileira. E uma coisa positiva desse atendimento é que esse trato é igualitário”, afirmou.
O gestor do Terminal Rodoviário de Boa Vista, Antônio Santos, também destacou os impactos da iniciativa no cotidiano da cidade.
“Reconhecemos todo esse trabalho feito com os imigrantes que chegam a Boa Vista vindos de outros países. Existe a necessidade dessa acolhida, desse encaminhamento e do bem-estar social. Isso contribui para melhorar a sociedade como um todo”, pontuou.
O projeto “Somos Todos Migrantes” teve origem nas ações da Justiça Itinerante e, ao longo dos anos, articula orientação institucional, acesso ao trabalho e qualificação profissional como caminhos para autonomia e reconstrução de trajetórias de vida.

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Texto: Eduardo Haleks - Jornalista
Fotos: NUCRI/TJRR
JANEIRO/2026 - NUCRI/TJRR

Itens de decisões judiciais e de apreensões realizadas pelas delegacias tiveram um novo destino por meio de uma iniciativa do Tribunal de Justiça de Roraima que entregou 416 bens apreendidos, nesta terça-feira, 30 de dezembro, à Associação de Catadores de Materiais Recicláveis Terra Viva.
A doação é coordenada pela Corregedoria-Geral da Justiça, que encerrou as ações realizadas durante o ano. De acordo com diretora da Diretoria de Gestão de Bens Apreendidos, Gicelda Assunção, os descartes são de bens apreendidos sem condições de uso, mas que se tornam matéria-prima a associação.
"Eles trabalham com reciclagem e isso vem ajudar na sustentabilidade deles. Então é a última doação do ano, com uma variedade de eletroeletrônicos, relógios, equipamentos e ferramentas, que favorecem esse trabalho que eles desenvolvem aqui".

A vice-presidente da Associação de Catadores de Materiais Recicláveis Terra Viva, Fernanda Berlinda, afirmou que as doações auxiliam no complemento da renda.
"Com essa doação já gerou uma renda para nós, uma renda extra. A gente vai fazer triagem do material, vende e retira o lucro para a associação".
Todos os objetos doados foram apreendidos em ações criminais e não foram reivindicados pelos proprietários dentro do prazo legal.

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Texto: Emily Soares - Jornalista
Fotos: NUCRI/TJRR
DEZEMBRO/2025 - NUCRI/TJRR
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