Iniciativa capacitou 21 profissionais dos CREAS. Ação une sustentabilidade, leitura, artes, cultura e fortalecimento de laços.
Transformar o reaproveitamento de materiais em arte e fortalecimento de laços foi a proposta da oficina ecologicamente sustentável de Pinheiros de Natal promovida pelo projeto "Leitura Abre Portas". O encontro ocorreu na Escola Judicial de Roraima (Ejurr) e reuniu 21 participantes, entre socioeducadores, psicólogos, assistentes sociais e uma estagiária de Biblioteconomia do TJRR.
O objetivo do encontro foi capacitar as equipes dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), responsáveis pelo atendimento a famílias em situação de vulnerabilidade ou violação de direitos. O treinamento contemplou profissionais dos polos Centenário e Centro, em Boa Vista, e do CREAS de Rorainópolis.
O "Leitura Abre Portas" é uma iniciativa da Biblioteca Judiciária em parceria com o Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF) e o Setor de Sustentabilidade e Responsabilidade Social (SSRS), voltada à promoção da cidadania e da reflexão por meio da cultura e das artes. A ação assegura os direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em relação à cultura e à convivência familiar e comunitária, além de estar alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU.
Sustentabilidade, cultura e incentivo à leitura
A atividade foi mediada pela bibliotecária do TJRR, Madrice Cunha, com apoio da servidora Márcia Rosa e da estagiária Amanda Silva. Em formato prático, os profissionais vivenciaram a dinâmica que será replicada com os jovens: catálogos descartáveis de produtos de beleza foram dobrados, pintados com tinta guache e transformados em peças decorativas com bases recheadas de chocolate.
Durante a montagem, a leitura foi incentivada por meio da contação do conto "A Lenda do Pinheiro de Natal". A proposta é que, nas oficinas com os adolescentes, a literatura acompanhe a confecção manual.
Madrice Cunha ressalta que o alcance da proposta vai além da produção artesanal.
"É uma atividade que envolve o direito à cultura. Ao transformar revistas que iriam para o lixo em arte, criamos um bem cultural. Quando o adolescente produz esse material e o entrega a um familiar ou pessoa de sua escolha, contribui para o restabelecimento de vínculos importantes", destaca.
A entrega do presente confeccionado pelos próprios jovens aos seus familiares será o ponto central da ação, visando o fortalecimento dos laços afetivos.
Envolvimento dos adultos e expansão para dependentes do TJRR
Planejada inicialmente para o público jovem, a metodologia demonstrou alta adesão e engajamento entre os profissionais adultos. Durante o treinamento, os 21 participantes completaram a confecção de suas respectivas peças decorativas.
"Foi uma atividade muito proveitosa. Notamos que, na chegada, a expectativa era de uma rotina comum, mas houve grande envolvimento em todas as etapas, da pintura ao acabamento. Foi a primeira aplicação com adultos e a participação superou as expectativas", relata a mediadora.
As próximas etapas do "Leitura Abre Portas" incluem a realização das oficinas com os adolescentes do CSE, da Semiliberdade e das unidades do CREAS da capital e de Rorainópolis — marca inédita do projeto nessas localidades. Outro avanço da 2ª edição é a inclusão de turmas especiais voltadas aos dependentes de magistrados, servidores e colaboradores do TJRR, para expansão do acesso à cultura e à conscientização ambiental no âmbito institucional.
Acessibilidade
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Texto: NUCRI/TJRR
Fotos: NUCRI/TJRR
NOVEMBRO/2026 - NUCRI/TJRR


