Iniciativa do GMF/TJRR beneficia 25 mulheres e reforça o compromisso do Poder Judiciário com a educação, a dignidade humana e a reintegração social.

Mais do que aprender um novo idioma, uma oportunidade de transformar histórias e construir novos caminhos. Foi com esse propósito que o Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR), por meio do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF), promoveu, no dia 15 de outubro, a aula inaugural do curso de inglês básico na Cadeia Pública Feminina de Boa Vista (CPFBV).
A iniciativa beneficiará 25 mulheres privadas de liberdade, que participarão de aulas semanais, realizadas às quintas-feiras, durante seis meses. O curso terá foco na comunicação e na conversação, proporcionando conhecimentos que poderão ampliar as oportunidades de qualificação e inserção no mercado de trabalho após o cumprimento da pena.
A solenidade contou com a presença do vice-presidente do TJRR e supervisor do GMF, desembargador Almiro José Mello Padilha, da juíza auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça, Maria Aparecida Gadelha, e de representantes da Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania (Sejuc).
Para o desembargador Almiro Padilha, a iniciativa representa o compromisso do Poder Judiciário com a valorização humana e a construção de oportunidades concretas de reintegração social.
“Nosso compromisso é oferecer oportunidades reais de transformação. Essas mulheres precisam compreender que o futuro não está limitado ao lugar onde se encontram hoje. O conhecimento abre portas, fortalece a autoestima e amplia as possibilidades de trabalho e de uma vida melhor. Queremos que cada uma delas saia daqui mais preparada para recomeçar, com dignidade, esperança e novas perspectivas para si e para suas famílias.”

A juíza auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça, Maria Aparecida Gadelha, destacou a importância da ação no contexto do Plano Pena Justa, iniciativa nacional voltada à transformação estrutural do sistema prisional brasileiro.
“É realmente um momento muito significativo, em especial para o momento em que o país está vivendo. Os estados estão todos imbuídos, irmanados no propósito de cumprir o nosso planejamento para mudar o sistema carcerário. E é nesse sentido que um curso de inglês vai ao encontro de várias dessas iniciativas”, ressaltou.
O secretário estadual da Justiça e da Cidadania, Dagoberto Gonçalves, também enfatizou a importância da qualificação como instrumento de preparação para a vida em liberdade.
“Durante esses seis meses, o foco é na conversação e no diálogo. É mais uma oportunidade e mais uma porta para desenvolver conhecimento. A capacitação é preparar justamente para o mundo lá fora, para o trabalho e também para a própria comunicação”, afirmou.

A oferta do curso integra as ações de fortalecimento da educação no sistema prisional, em consonância com as diretrizes do Plano Pena Justa, especialmente no que se refere à garantia de direitos, à qualificação e à reinserção social das pessoas privadas de liberdade.
Por meio de iniciativas educacionais e parcerias institucionais, o GMF/TJRR busca ampliar o acesso ao conhecimento e fortalecer políticas públicas que reconheçam a educação como instrumento de cidadania, autonomia e transformação social. Para as 25 mulheres que iniciam essa jornada, cada nova palavra aprendida representa mais do que conhecimento: simboliza a possibilidade de escrever um novo capítulo de suas próprias histórias.
Acessibilidade
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Texto: Emily Soares - Jornalista
Fotos: NUCRI/TJRR
OUTUBRO/2026 - NUCRI/TJRR


