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Programa PROVER chega a quatro novas localidades e amplia acesso ao registro civil em Roraima

Imagem colorida mostra uma apresentação virtual com um slide explicativo do "Poder Judiciário do Estado de Roraima" sobre a expansão do programa PROVER e imagens de certidões, ao lado de painéis laterais com participantes do encontro.

O Poder Judiciário de Roraima, por meio da Corregedoria-Geral de Justiça, realizou no dia 1º de setembro, o lançamento da nova etapa do Programa de Registro e Validação de Existência e Reconhecimento (PROVER), que passa a atender os municípios de Amajari, Caroebe, São João da Baliza e a Vila do Equador, em Rorainópolis. A reunião ocorreu de forma on-line e reuniu representantes do Poder Judiciário, das prefeituras, do Legislativo municipal e dos cartórios envolvidos na iniciativa.

Iniciativa da Corregedoria-Geral de Justiça, em parceria com o Programa Justiça Cidadã e os cartórios, o PROVER foi criado para facilitar o acesso ao registro civil para moradores de localidades distantes das unidades do Poder Judiciário e das serventias extrajudiciais, evitando deslocamentos e despesas para a realização dos atos registrais.

Estiveram presentes na reunião o corregedor-geral de Justiça, desembargador Erick Linhares; o coordenador do Programa Justiça Cidadã, desembargador Cristóvão Suter; o juiz auxiliar do Programa Justiça Cidadã, Cléber Gonçalves; o juiz de Direito titular da 2ª Vara da Comarca de Rorainópolis, Raimundo Anastácio; e o juiz da Vara Cível Única da Comarca de Pacaraima, Phillip Barbieux. Também participaram representantes dos municípios contemplados: o prefeito de Rorainópolis, Alessandro Souza; a vereadora de Caroebe, Regiane Schumar; além de Naiada Rodrigues, representando o Cartório do Ofício Único - Danilo Rodrigues, de Pacaraima, e Inês Maraschin, representando o Cartório de Ofício Único de Rorainópolis.

Durante o lançamento, o corregedor-geral de Justiça, desembargador Erick Linhares, destacou que o projeto nasceu da necessidade de levar os serviços de registro civil às comunidades que enfrentam dificuldades de acesso em razão das distâncias geográficas do Estado.

“Hoje é um dia de muita alegria. O PROVER nasceu de uma constatação muito simples: não há cidadania plena para quem, juridicamente, não existe. O registro civil não é apenas um documento; é o Estado reconhecendo uma pessoa e dizendo: 'Você existe, você tem um nome, uma história e direitos que precisam ser respeitados'.”

O corregedor ressaltou que as características de Roraima exigem uma atuação que considere as grandes distâncias, as comunidades de difícil acesso e as particularidades das populações indígenas e rurais.

“Em Roraima, garantir esse direito exige compreender as particularidades do nosso estado: as grandes distâncias, as comunidades de difícil acesso, as populações indígenas e rurais e todas as dificuldades de deslocamento existentes no interior.”

O PROVER teve seu projeto-piloto lançado em 28 de outubro de 2025, no município de Uiramutã. Desde o início da iniciativa, os resultados apontam o alcance da ação: mais de 100 crianças já foram registradas, passando a existir formalmente perante o Estado e a ter acesso aos direitos decorrentes dessa condição. Além disso, 15 registros de óbito foram realizados, evitando que as famílias precisassem enfrentar deslocamentos, despesas e outras dificuldades relacionadas à formalização desses registros.


Imagem colorida mostra uma captura de tela de uma reunião online em mosaico no Google Meet, exibindo dezenas de miniaturas de participantes com câmeras abertas ou ícones de perfil com inciais, dispostos em várias fileiras.

O desembargador Cristóvão Suter, coordenador do Programa Justiça Cidadã, destacou a trajetória do Tribunal na instalação de unidades de atendimento em localidades afastadas e a atuação conjunta entre diferentes instituições para levar serviços à população.

“A nossa alegria é como a nossa alegria lá em 2021, em agosto de 2021, quando inauguramos o primeiro Posto Avançado de Atendimento na comunidade Waimiri-Atroari, sob a demanda da comunidade indígena que, em plena pandemia, não conseguiu atendimento médico porque não tinha o documento civil.”

O desembargador também mencionou a expansão dos Postos Avançados de Atendimento e a implantação dos Pontos de Inclusão Digital (PIDs), destacando a atuação do TJRR em localidades distantes.

“E daquele período para cá, nós temos estendido as nossas atividades com os Postos Avançados de Atendimento. Nós temos a alegria de também ser uma fonte de inspiração dos PIDs. O CNJ pós-iniciativa de sucesso, também com destaque ao TJ de Rondônia, que implanta e estabelece os PIDs como o programa de interiorização da Justiça.”

O juiz de Direito Raimundo Anastácio, titular da 2ª Vara da Comarca de Rorainópolis, destacou que o acesso à documentação civil está relacionado ao exercício de direitos previstos na Constituição e também chamou a atenção para os custos enfrentados por moradores de Rorainópolis que precisam se deslocar para realizar registros civis.

“Então, dessa forma, atitudes como esta, a implantação de projetos como este, devem ser vistos como a concretização da cidadania, principalmente numa área, é, que necessita de tanto apoio. Para uma população cuja renda média é um pouco maior do que um salário-mínimo, você ter que se deslocar para registrar um filho, você ter que se deslocar para fazer um registro de óbito, muitas vezes significa você ter um custo que te obriga a abrir mão de se alimentar durante uma semana. Então, muitas vezes você verifica famílias que têm que fazer essa escolha entre registrar um filho ou se alimentar.”

A expansão do projeto para Amajari, Caroebe, São João da Baliza e Vila do Equador representa mais uma etapa da interiorização dos serviços do TJRR, ampliando a oferta de serviços de registro civil em localidades do interior, com a participação das prefeituras, magistrados, servidores e serventias extrajudiciais. A iniciativa busca facilitar o acesso ao registro civil e evitar que moradores de comunidades afastadas precisem percorrer longas distâncias para obter documentos e realizar registros essenciais.


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Texto: Beatriz Evangelista - Jornalista
Fotos: NUCRI/TJRR
SETEMBRO/2025 - NUCRI/TJRR

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