Muitrão no Abrigo Waraotuma a Tuaranoko reuniu atendimentos de saúde, emissão de documentos, serviços jurídicos e de bem estar aos abrigados.

Uma força-tarefa composta por instituições do sistema de Justiça levou atendimento jurídico, emissão de documentos civis, serviços de assistência social, saúde e bem-estar a cerca de 1,3 mil indígenas e migrantes acolhidos em Boa Vista. Realizada em 20 de agosto no Abrigo Waraotuma a Tuaranoko, a 5ª edição do mutirão PopRuaJud (edição POP Indígena) garantiu a resolução imediata de demandas essenciais no próprio local de acolhimento.
Cerca de 500 pessoas foram atendidas e contaram com serviços de orientação jurídica, suporte psicossocial, emissão e regularização documental, testes rápidos e atendimentos de saúde.

Para o coordenador do Comitê Estadual Interinstitucional PopRuaJud, desembargador Cristóvão Suter, a união de forças entre a área jurídica e a rede socioassistencial é o caminho para assegurar direitos básicos com agilidade.
"O nosso objetivo é trazer às populações indígenas que se encontram no abrigo direitos essenciais, com a participação de diversos parceiros da justiça e da área social. O grande desafio é a logística e a integração para disponibilizar o maior número de serviços. Aqui, todo o acesso é possibilitado para que a regularização ocorra no próprio local e no mesmo dia", explicou o desembargador.
A ação reforça o trabalho contínuo do sistema de Justiça no estado, que soma diferentes edições de atendimento humanizado à população vulnerável com o PopRuaJud.
A 5ª Edição ganhou destaque com a presença do conselheiro do Conselho Nacional de Justiça e supervisor da Política Nacional PopRuaJud, Fábio Francisco Esteves, que acompanhou de perto o trabalho conjunto entre juízes, defensores e órgãos sociais.

Ao acompanhar a rotina no abrigo, o supervisor ressaltou que o deslocamento das estruturas públicas até os locais de vulnerabilidade transforma a atuação tradicional do Poder Judiciário, aproximando o Estado de parcelas da população que enfrentam barreiras de acesso aos serviços básicos.
"Estar aqui acompanhando este mutirão é muito especial, tendo em vista o atendimento à população indígena. A população indígena que é migrante neste estado representa um desafio para o Poder Judiciário e tem renovado as nossas práticas de justiça. Esse acesso é indispensável e revela a nossa capacidade de levar o Judiciário às mais diversas camadas sociais", afirmou.

Política Nacional de Cidadania
O PopRuaJud integra uma diretriz nacional do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) desenhada para assegurar dignidade, proteção e respeito às pessoas em situação de rua e de extrema vulnerabilidade. Em Roraima, a iniciativa já se consolida como uma das mais relevantes ferramentas de inclusão social do sistema de Justiça, transformando a presença do Judiciário junto às comunidades do estado.

Ao adaptar a prestação de serviços à realidade da população indígena e migrante, a ação confirma a missão das instituições com a garantia dos direitos humanos e a promoção da cidadania plena, estruturando uma rede permanente de acolhimento e garantia de direitos para quem mais precisa.

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Texto: Mairon Compagnon - Jornalista / Liah Lamazon - Estagiária de Jornalismo/TJRR
Imagem: Nucri/TJRR
AGOSTO/2026 - NUCRI/TJRR


