
Dar força a um sonho pode ser também abrir caminho para uma nova história. Para mulheres que enfrentam situações de vulnerabilidade ou violência, a possibilidade de construir o próprio negócio pode ser, além de uma oportunidade profissional, a conquista da autonomia, independência financeira e a chance de recomeçar.
Com esse propósito, o Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR), por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (CEVID), promoveu o Encontro de Integração e Apresentação do Projeto Investidor Anjo - 2ª Edição.

A iniciativa integra a programação da 33ª Semana da Justiça pela Paz em Casa, realizada pelo TJRR entre os dias 17 e 21 de agosto, e promovida em âmbito nacional pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A Semana reúne ações voltadas à proteção e ao enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher, além de iniciativas de prevenção, conscientização, fortalecimento da rede de proteção e promoção da autonomia feminina.
Realizado no Fórum Criminal Evandro Lins e Silva, nesta quarta-feira (19), o Encontro é uma etapa do Projeto que parte da perspectiva de que incentivar o empreendedorismo feminino é também contribuir para o enfrentamento à violência doméstica.
Ao oferecer condições para que uma mulher tenha sua própria fonte de renda, o empreendedorismo pode ampliar sua autonomia e reduzir a dependência econômica que, em muitos casos, dificulta o rompimento com relacionamentos abusivos.
Coordenadora da CEVID, a juíza Suelen Alves destaca que o Investidor Anjo busca justamente criar oportunidades para que essas mulheres possam transformar ideias em projetos concretos.
“Um empreendimento, uma forma de autonomia econômica, uma forma alternativa de renda pode ser a libertação delas, para que não fiquem presas a uma situação de violência”, afirmou.

As participantes recebem mentorias, orientações em gestão e acompanhamento técnico para desenvolver seus empreendimentos de forma planejada e sustentável. A iniciativa contempla tanto mulheres que já possuem pequenos negócios quanto aquelas que ainda estão transformando uma ideia em projeto.
Entre as participantes está Sueli Pereira, autônoma que ingressou no projeto com ideias para empreender na área de cosméticos. Para ela, participar da iniciativa representa o primeiro passo para transformar planos em realidade.
“Estou gostando muito do projeto. É a minha primeira vez e está sendo muito bom pra mim. Estou começando a transformar a minha vida, eu já encontrei muitas dificuldades, mas agora dou um grande passo pra minha vida e estou muito feliz”, declarou.
As participantes receberam também doações de objetos que poderão contribuir para o início de seus projetos.
Para a juíza Suelen Alves, o papel dos apoiadores vai além de um investimento financeiro.
“Qualquer pessoa pode ser um anjo na vida de uma outra. Nós podemos fazer a diferença na vida do outro”, ressaltou.

O Projeto Investidor Anjo integra as ações da CEVID de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher e está alinhado à Lei Estadual nº 1.794/2023 e às normativas nacionais e internacionais sobre o tema.
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Texto: Maurício Fernandes - Jornalista / Juliana Soares - Estagiária de Jornalismo
Imagem: Nucri/TJRR
AGOSTO/2026 - NUCRI/TJRR


