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Justiça Restaurativa prepara educadores para promover cultura de paz nas escolas municipais

 

Formação prepara professores e gestores para aplicar círculos de construção de paz.


Imagem colorida mostra professores e gestores reunidos em círculo durante uma dinâmica da formação. No centro da sala, um tapete circular com objetos e cartões coloridos compõe o espaço utilizado para a prática dos círculos de construção de paz.

 

Professores e gestores da rede municipal de ensino concluíram, na sexta-feira, 7 de agosto, uma formação em Justiça Restaurativa voltada à aplicação de práticas que incentivam o diálogo, a escuta e a cultura de paz nas escolas.

Utilizada pela Justiça Restaurativa, a metodologia busca criar espaços de diálogo, fortalecer vínculos e contribuir para a prevenção e a solução de conflitos. A chefe da Unidade de Justiça Restaurativa, coordenada pelo juiz Marcelo de Oliveira,do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR), Valeska Carvalho, explicou que a proposta é preparar os próprios profissionais das escolas para multiplicarem os conhecimentos adquiridos durante a formação.

 

“A intenção é que eles estejam preparados para transferir esses conhecimentos para suas ambiências, para suas escolas. Foi um curso de 40 horas, onde eles aprenderam sobre a metodologia dos círculos de construção de paz, que é a metodologia que a gente usa nas escolas. E, com isso, as escolas vão ter autonomia para gerirem os seus projetos.”

 

Para quem já participou de outras edições, os efeitos da formação podem ser percebidos diretamente no cotidiano escolar. A professora Conceição Rebouças, da Escola Municipal José David Feitosa Neto, participou pela terceira vez de uma formação promovida pela Justiça Restaurativa e conta que as práticas aprendidas têm contribuído para o desenvolvimento das crianças.

 

“Na escola, nós temos alcançado bons resultados porque as crianças estão desenvolvendo a cultura da paz. Cada vez que a gente leva para a sala de aula as experiências aqui compartilhadas e as diretrizes trabalhadas conosco, a gente percebe que a escola avança e tem um ganho significativo com as crianças especialmente”, afirmou.

 

Imagem colorida registra participantes da formação em Justiça Restaurativa sentados em círculo. Em primeiro plano, uma mulher de blusa rosa segura material impresso, enquanto os demais profissionais acompanham atentamente a atividade.

 

Segundo a educadora, a participação dos estudantes também demonstra o interesse pelas atividades desenvolvidas a partir das técnicas aprendidas.

 

“Os resultados são visíveis. Pais chegam para elogiar o trabalho que a gente faz, e as crianças realmente cobram quando é que a gente vai voltar na sala para aplicar as técnicas aprendidas no curso. Então, isso é gratificante para nós”, contou.

 

A formação também abordou temas como comunicação assertiva, escuta, mediação e solução de conflitos. Para Adélio Gomes, professor da Escola Municipal Senador Darcy Ribeiro, os conhecimentos adquiridos ampliam as possibilidades de atuação dos educadores diante de situações comuns no ambiente escolar.

 

“Esse é um curso muito completo, que nos ensina como nos comunicar e como ouvir da forma correta. Muitas vezes nós ouvimos, interrompemos, não esperamos o tempo do colega. Trabalhamos comunicação assertiva, solução de conflitos e como sermos mediadores”, explicou.

 

Imagem colorida registra visão ampla da formação em Justiça Restaurativa, com os participantes sentados em círculo e facilitadores conduzindo a atividade à frente da sala. Ao fundo, uma apresentação é projetada na parede com orientações para participação na dinâmica.

 

Com carga horária de 40 horas, o curso ocorreu ao longo de duas semanas e apresentou aos participantes a metodologia dos círculos de construção de paz. A partir dos conhecimentos adquiridos, professores e gestores retornam às escolas com ferramentas que podem ser aplicadas no dia a dia, especialmente em situações de conflito e na construção de relações mais pautadas pelo diálogo e pela escuta.

 


 

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Texto: Mairon Compagnon – Jornalista
Fotos: NUCRI/TJRR
JULHO/2025 – NUCRI/TJRR

 

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