Representante do Judiciário roraimense participou de agenda no Rio de Janeiro voltada à troca de experiências e à construção de diretrizes nacionais para grupos reflexivos de homens autores de violência doméstica

O Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR) integrou a comitiva do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que esteve no Rio de Janeiro, entre os dias 3 e 5 de agosto, para conhecer iniciativas de prevenção e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra as mulheres.
O Judiciário roraimense foi representado pela servidora Aurilene Moura, que atua na área de enfrentamento à violência contra a mulher no TJRR. Ela participou da agenda ao lado de magistrados, servidores e representantes de tribunais e instituições de diferentes estados brasileiros.
A visita técnica ocorreu no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) e integrou as atividades do Grupo de Trabalho de Gestão dos Grupos Reflexivos e Responsabilizantes para Homens Autores de Violência Doméstica e Familiar contra as Mulheres, instituído pelo CNJ.
O grupo trabalha na construção de diretrizes nacionais para orientar a implantação, o funcionamento e a avaliação dessas iniciativas no Poder Judiciário. Entre as atribuições estão o mapeamento de experiências já existentes no país, a identificação de metodologias consolidadas e a definição de instrumentos para acompanhamento dos resultados.
Durante os três dias de programação, a comitiva conheceu projetos desenvolvidos pelo Judiciário fluminense, participou de reuniões com integrantes da rede de enfrentamento à violência doméstica e acompanhou debates sobre grupos reflexivos, medidas protetivas de urgência, prevenção ao feminicídio e políticas voltadas à proteção das mulheres.
Troca de experiências
Um dos principais temas da visita foi o funcionamento dos grupos reflexivos para homens autores de violência doméstica. Esses espaços trabalham a responsabilização dos participantes e a reflexão sobre comportamentos e relações de gênero, como estratégia de prevenção de novas situações de violência.
O CNJ identificou, em levantamento nacional divulgado em 2026, 704 iniciativas desse tipo em funcionamento no país. A partir do diagnóstico e das visitas técnicas aos estados, o Conselho trabalha na elaboração de parâmetros nacionais e de materiais de orientação para os tribunais.

No Rio de Janeiro, a comitiva participou de uma roda de conversa com profissionais que atuam diretamente nos grupos reflexivos e conheceu metodologias adotadas na capital e em outras comarcas.
Também foram apresentados projetos como o Rio Lilás, desenvolvido em escolas para promover diálogos com crianças e adolescentes sobre respeito, igualdade e prevenção à violência contra meninas e mulheres; o Projeto Dandara, direcionado à proteção e ao acesso à Justiça de mulheres quilombolas; e o Observatório Judicial de Violência contra a Mulher, ferramenta que reúne dados para subsidiar decisões e políticas públicas.
Proteção às mulheres
A programação também abordou o acompanhamento das medidas protetivas de urgência e o uso de indicadores para monitorar a resposta do Poder Judiciário aos casos de violência doméstica.
A agenda incluiu ainda a participação no 2º Ato da Campanha Judiciário pelo Fim do Feminicídio, no Santuário Cristo Redentor. Na ocasião, o monumento foi iluminado de laranja, cor internacionalmente associada à mobilização pelo fim da violência contra mulheres e meninas.

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Texto: NUCRI/TJRR
Foto: Arquivo Pessoal
AGOSTO/2026 - NUCRI/TJRR


