Projetos atuam na proteção às mulheres, garantia de direitos dos povos indígenas, cidadania, alternativas penais, saúde e melhoria dos serviços judiciais

Uma ferramenta criada para corrigir dados processuais, um canal que aproxima o cidadão dos serviços judiciais e projetos voltados à proteção das mulheres, ao reconhecimento das identidades indígenas e ao cuidado com quem trabalha no Judiciário. Essas são algumas das soluções desenvolvidas pelo Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR) que receberam, entre os dias 13 e 16 de julho, visitas técnicas da 23ª edição do Prêmio Innovare.
Durante os quatro dias, as equipes responsáveis apresentaram o funcionamento, os objetivos e os resultados das práticas. As apresentações foram acompanhadas por servidores do Núcleo de Projetos e Inovação (NPI), que prestaram apoio às unidades ao longo da programação.
As iniciativas foram apresentadas ao consultor externo da premiação, Júlio Souza. Cabe ao profissional verificar se os projetos estão em funcionamento e se as atividades correspondem às informações registradas durante a inscrição.
Ao percorrer diferentes unidades do Poder Judiciário, o consultor conheceu projetos ligados à proteção social, à ampliação do acesso à Justiça, à valorização das identidades indígenas, ao uso da tecnologia, às alternativas penais e à promoção da saúde e da qualidade de vida no ambiente de trabalho.
Júlio Souza explicou que a visita técnica não corresponde à etapa de julgamento. O trabalho consiste na verificação das práticas e na elaboração dos relatórios que serão encaminhados à comissão julgadora.
“A nossa visita não é de avaliação, mas de constatação. A gente vem verificar se a prática está de acordo com os requisitos preestabelecidos pelo Innovare. A avaliação e o julgamento ficam a cargo dos integrantes da banca, que, a partir dos nossos relatórios e dos dados apresentados na inscrição, escolhem as práticas que melhor se adequam aos requisitos do Innovare”, explicou.
Entre os critérios considerados pela premiação estão inovação, criatividade, possibilidade de replicação, eficiência, qualidade, celeridade e relação entre custos e benefícios. O regulamento da 23ª edição também considera o alcance social e os resultados produzidos pelas iniciativas.
Conhecimento que permanece
O trabalho para apresentar uma prática em uma premiação nacional começa antes da inscrição. A coordenadora do Núcleo de Projetos e Inovação, Inaiara Sá, explicou que a unidade auxilia as equipes na estruturação, no planejamento e no registro dos projetos.
Esse acompanhamento permite que as áreas responsáveis concentrem seus esforços na execução das atividades, enquanto o NPI organiza as informações, reúne documentos e ajuda a construir o histórico de cada iniciativa.
“O Tribunal de Justiça de Roraima possui uma estrutura que ajuda as unidades a registrar, planejar e construir o histórico dos seus projetos. As áreas precisam ficar livres para executar essas iniciativas, enquanto o Núcleo de Projetos e Inovação presta o suporte necessário para a organização e a inscrição”, explicou.
Além de possibilitar a participação em premiações, a documentação preserva o conhecimento produzido pelas equipes. Com os projetos registrados, as experiências não ficam vinculadas apenas às pessoas que atualmente conduzem as atividades e podem continuar disponíveis para consulta, aprimoramento e aplicação em outras unidades.
Práticas visitadas
Durante a programação, o consultor conheceu as seguintes práticas:
Investidor Anjo;
Bienal VEPEMA;
Meninas e Mulheres de Bonfim;
Diálogos dos Povos Originários;
Alvitre;
Resolva Aqui;
Navegar é Preciso;
PROVER;
Meu Nome, Minha Identidade;
Combate à Violência Doméstica contra Mulheres Indígenas para Além das Fronteiras;
Cuidando de Quem Cuida da Justiça;
Circuito do Cuidado: promoção integrada da saúde e qualidade de vida no Tribunal de Justiça de Roraima.
Sobre o Prêmio Innovare
Criado em 2004, o Prêmio Innovare identifica, divulga e difunde práticas que contribuam para o aprimoramento da Justiça brasileira. A comissão julgadora reúne ministros, desembargadores, magistrados, integrantes do Ministério Público e da Defensoria Pública, advogados e outros profissionais do Sistema de Justiça.
Em 2026, a premiação chega à 23ª edição. Após a fase de inscrições, consultores conhecem as práticas admitidas, confirmam as informações apresentadas e elaboram relatórios para a comissão julgadora. A etapa antecede a análise que definirá as iniciativas reconhecidas nesta edição.
Mais informações estão disponíveis no site do Prêmio Innovare: https://www.premioinnovare.com.br/.
Texto: Mairon Compagnon - Jornalista; Wesley Vieira - Estagiário de Jornalista
Fotos: NUCRI/TJRR
JULHO/2026 - NUCRI/TJRR


