
O Programa Justiça Comunitária do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR) consolidou, ao longo do segundo trimestre de 2026, uma extensa agenda de impacto social e pedagógico voltada ao fortalecimento da Cultura de Paz no ambiente escolar. Entre os meses de abril e junho, a equipe do programa promoveu palestras, oficinas formativas, workshops, visitas técnicas e mediações de conflitos em diversas unidades de ensino da capital.
O período foi marcado pelo avanço contínuo em projetos pilares da instituição, como as oficinas do "Líderes da Paz", que capacitam estudantes para atuarem como mediadores em suas próprias realidades, e os workshops práticos de Comunicação Não Violenta (CNV). Além disso, o programa atuou diretamente na conscientização de temas sensíveis e urgentes, promovendo debates sobre o combate ao bullying e aderindo à campanha nacional de enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.
O grande destaque do trimestre foi a celebração das duas décadas de existência do Programa Justiça Comunitária, consolidada com a realização da 2ª Conferência da Justiça Restaurativa nas Escolas. O evento, sediado no Fórum Cível Advogado Sobral Pinto, contou com a participação da renomada especialista internacional Dra. Petronella Maria Boonen, que também ministrou formações continuadas para facilitadores e instrutores do tribunal.
A coordenadora do Programa Justiça Comunitária, Marcelle Wottrich, avalia que o saldo do trimestre reforça a missão de transformar a comunidade escolar a partir do diálogo e da empatia.
"Viver a Cultura de Paz nos faz ter um outro olhar para os conflitos e dessa forma buscamos responder ao que nos acontece de maneira mais assertiva. Esse conhecimento diminui os casos de conflitos, pois as pessoas passam a buscar novas formas de dialogar com o próximo."
Ao todo, mais de dez instituições da rede pública de Boa Vista, incluindo escolas estaduais da capital e diversos Colégios Estaduais Militarizados (CEM), receberam o cronograma de ações do tribunal no período. O direcionamento das atividades foi moldado de acordo com a realidade de cada comunidade escolar, alternando entre dinâmicas práticas de mediação e ciclos de debates informativos voltados à proteção infantojuvenil.
Com o encerramento das atividades do semestre, o Programa Justiça Comunitária reafirma seu papel como ponte entre o Poder Judiciário e a sociedade civil, preparando as futuras gerações para a resolução pacífica de conflitos.
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Texto: NUCRI/TJRR
Fotos: JUSTIÇA COMUNITÁRIA/TJRR
JULHO/2026 - NUCRI/TJRR


