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Formação em Justiça Restaurativa reúne facilitadores e fortalece cultura do diálogo em Roraima


Participantes de uma formação em Justiça Restaurativa estão reunidos em círculo em uma sala de aula da Escola Judicial de Roraima (EJURR). Ao fundo, uma apresentação é exibida em um telão, enquanto a facilitadora conduz os trabalhos a partir de uma mesa posicionada à frente do grupo. Os participantes acompanham a exposição e as discussões em um ambiente voltado à reflexão, ao diálogo e ao aprendizado colaborativo.

 

O Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR) realizou, nos dias 9 e 10 de junho, a Formação para Facilitadores e Instrutores em Justiça Restaurativa, reunindo magistrados, servidores públicos e representantes da sociedade civil em uma programação voltada ao fortalecimento da cultura do diálogo e da resolução pacífica de conflitos.

A capacitação integrou as comemorações pelos 20 anos do Programa Justiça Comunitária e teve como objetivo ampliar o conhecimento sobre os princípios e as práticas restaurativas, fortalecendo a atuação conjunta entre instituições parceiras e ampliando a rede de pessoas preparadas para atuar na prevenção e mediação de conflitos.

Segundo a coordenadora do Programa Justiça Comunitária, Marcelle Wottrich, a formação possibilita o alinhamento de conhecimentos entre os diversos grupos que desenvolvem ações voltadas à promoção da cultura de paz.

 

“A Justiça Comunitária está se capacitando hoje, juntamente com grupos que trabalham conosco, com a finalidade de que todos tenhamos o mesmo conhecimento para desenvolver ações conjuntas. O objetivo é dialogar mais e fazer com que a Justiça Restaurativa esteja em todos os lugares”, destacou.

 

A formação foi conduzida pela educadora e pesquisadora Petronella Boonen, referência nacional na área da Justiça Restaurativa. Durante as atividades, ela ressaltou a importância do autoconhecimento para aqueles que atuam como facilitadores de processos restaurativos.

 

“Normalmente, a gente quer fugir da própria vulnerabilidade, mas, para ser um bom facilitador, é preciso fazer o inverso. Quanto mais eu estou conectado com a minha própria vulnerabilidade, mais tranquilo eu vou ser. É esse caminho que estamos oferecendo às pessoas que participam da formação, seja para quem já atua na Justiça Restaurativa ou para quem está tendo o primeiro contato.”

 

Em uma sala ampla de capacitação, participantes estão sentados em círculo, acompanhando uma atividade de Justiça Restaurativa. Ao centro, uma educadora conduz a dinâmica enquanto fala ao grupo. Os participantes observam atentamente a atividade, em um ambiente organizado para o diálogo e a construção coletiva de conhecimento.

 

Além dos conteúdos teóricos, a programação contou com dinâmicas e vivências práticas voltadas ao desenvolvimento da escuta qualificada, da empatia e da construção de relações mais saudáveis e colaborativas.

Entre os participantes esteve a assistente social Inês Costa, da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Boa Vista, que participa da formação pela terceira vez. Para ela, a Justiça Restaurativa representa uma ferramenta importante.

 

“É um desejo do meu coração atuar na Justiça Restaurativa e na Justiça Comunitária. É um trabalho muito importante e que pode ser aplicado na escola e em diversos outros espaços”, afirmou.

 

Duas décadas promovendo a cultura de paz

 

A formação faz parte da programação comemorativa dos 20 anos do Programa Justiça Comunitária, iniciativa que ao longo de duas décadas vem promovendo ações voltadas ao fortalecimento dos vínculos comunitários e à construção de soluções dialogadas para os conflitos sociais.

As celebrações tiveram início com a realização da II Conferência de Justiça Restaurativa nas Escolas, que reuniu representantes do Poder Judiciário, profissionais da educação e membros da sociedade civil para debater desafios e perspectivas da aplicação das práticas restaurativas no ambiente escolar.

Ao longo de sua trajetória, o programa ampliou sua atuação em escolas, comunidades e instituições públicas, difundindo práticas como círculos restaurativos, círculos de paz, comunicação não violenta e formação de lideranças juvenis.

As iniciativas contribuíram para consolidar a Justiça Comunitária como uma importante ferramenta de promoção da cultura de paz e de fortalecimento das relações sociais em Roraima.

 


 

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Texto: Emily Soares - Jornalista / Juliana Soares- Estagiária de Jornalismo
Fotos: NUCRI/TJRR
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