Ação reuniu famílias, servidores e colaboradores em uma iniciativa voltada à garantia de direitos.
“Graças a Deus deu certinho com a data que eu precisava para tirar a carteira das crianças. Aqui foi o melhor lugar para mim, foi rápido e fui muito bem atendida.”
O relato da fisioterapeuta Luciana Queiroz resume a experiência de quem participou da ação de emissão da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA), realizada pelo Setor de Acessibilidade e Inclusão do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR), em parceria com o Centro Integrado de Atenção à Pessoa com Deficiência (CIAPD), nesta terça-feira (9), na Escola Judicial de Roraima (Ejurr).
Voltada à comunidade ligada ao Judiciário e também ao público externo, a iniciativa aproximou um serviço essencial de pessoas autistas e seus familiares, facilitando o acesso ao documento responsável pela identificação e pelo atendimento prioritário em diferentes espaços.
Luciana soube da ação pelas redes sociais e aproveitou a oportunidade para emitir a carteira dos dois filhos.
“Faz diferença para eles, pois, querendo ou não, é uma forma de identificação da condição que os dois têm. É um documento que reúne todas as informações em um só lugar.”
A chefe do Setor de Acessibilidade e Inclusão, Francisca Carvalho, explicou que a iniciativa integra as ações voltadas à ampliação da acessibilidade desenvolvidas pelo Judiciário roraimense.
“A pessoa com transtorno do espectro autista já possui um laudo, mas a carteira facilita a identificação e o acesso aos benefícios e prioridades assegurados por lei”, destacou.

Ao longo da programação, foram realizados 70 atendimentos, reunindo magistrados, magistradas, servidores, servidoras, colaboradores, familiares e integrantes da comunidade externa em busca da emissão da Carteira.
Pai de uma criança autista, o chefe da Diretoria de Gestão Extrajudicial da Corregedoria-Geral, Augusto Santiago, ressaltou que levar o serviço para dentro da instituição tornou o atendimento mais acessível.
“Essa iniciativa foi muito importante. Em vários momentos é preciso apresentar documentos e laudos para comprovação. Com a carteira, essa identificação se torna mais simples e prática.”
A servidora Maria de Jesus também avaliou positivamente a iniciativa e destacou que ações realizadas em locais de fácil acesso contribuem para ampliar a participação do público.
“Nem todos conseguem sair da rotina para buscar esse tipo de atendimento. Quando a informação chega e a ação é acessível, ela facilita muito a vida das pessoas.”

Emitida oficialmente pelo Governo de Roraima por meio do CIAPD, a CIPTEA funciona como instrumento de identificação da pessoa autista e auxilia no acesso a direitos previstos em lei.
A servidora do Centro, Meyry Evangelista, ressaltou que o documento pode ser utilizado em diferentes situações do cotidiano.
“A carteira identifica a pessoa autista em qualquer lugar, seja na escola, no supermercado, no aeroporto ou em outros ambientes. Isso faz diferença para quem precisa desse atendimento.”
A iniciativa integra as políticas de acessibilidade desenvolvidas pelo TJRR e está alinhada às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça voltadas à promoção da inclusão e da garantia de direitos das pessoas com deficiência.
Acessibilidade
O site do TJRR oferece recursos de acessibilidade por meio do sistema Rybená, que facilita a navegação e a compreensão de conteúdos digitais por pessoas com deficiência. Para ativar essas funcionalidades, basta clicar em um dos ícones para utilizar as opções disponíveis no próprio portal.
Texto: Mairon Compagnon - Jornalista / Wesley Vieira - Estagiário de Jornalismo
Fotos: NUCRI/TJRR
JUNHO/2026 - NUCRI/TJRR


