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Cidadania e Futuro - TJRR aproxima estudantes da rede municipal da rotina do Poder Judiciário

 Ação reuniu alunos que aprenderam sobre direitos, deveres e conheceram de perto a rotina do Poder Judiciário roraimense. 

 

Vista a partir da plateia com foco nas costas de uma estudante de uniforme azul, onde se lê "SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO" em letras amarelas. Ao fundo, em frente ao auditório, o juiz Cleber Gonçalves e um dos professores estão sentados conduzindo o evento.

 

Com o objetivo de aproximar a Justiça da sociedade e plantar sementes de cidadania para o futuro, foi realizado na sexta-feira (15), no Fórum Criminal Ministro Evandro Lins e Silva o “Programa de Visita dos Estudantes ao Fórum Criminal”. A ação abriu as portas do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR) para estudantes do 5º ano da Escola Municipal Jael da Silva Barradas, com idades entre 10 e 12 anos, promovendo uma manhã de imersão, aprendizado e conscientização.

Conduzida pelo Juiz diretor do Fórum Criminal, Cleber Gonçalves, acompanhado de servidores, a programação contou com uma visita guiada por setores estratégicos, como gabinetes e cartórios, além de uma palestra interativa sobre direitos e deveres.

Conectando o Judiciário à Comunidade

Para o juiz diretor do Fórum, Cleber Gonçalves, a iniciativa vai muito além de apresentar a estrutura física do prédio; trata-se de transmitir valores essenciais para a vida em sociedade.

 

 Juiz Cleber Gonçalves e um dos professores da turma sentados de perfil em cadeiras de escritório. O juiz à esquerda veste paletó escuro sobre camisa clara e gesticula enquanto fala; o professor à direita veste camisa rosa, óculos e usa um crachá de visitante. Ao fundo, vê-se a bancada de um plenário com computadores e bandeiras oficiais.

 

"O objetivo é sempre passar mensagens positivas às crianças, tirar dúvidas e criar uma relação mais próxima com o Poder Judiciário. Queremos ensinar valores importantes, como o respeito aos professores e aos colegas de sala, alimentando a esperança e os sonhos dessas crianças, mostrando que eles são possíveis de serem conquistados", destacou o magistrado.

Durante a visita, os estudantes puderam entender como as leis funcionam na prática e de que forma estão protegidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O oficial de justiça da Vara da Infância e da Juventude, Henrique Nobre, ressaltou o papel da interatividade na absorção desse conhecimento.

"As crianças são muito curiosas e interativas. Quando elas perguntam, nós buscamos falar a linguagem do público infantil para explicar como se procede a efetivação dos direitos e as garantias fundamentais contidas no ECA. É fundamental que eles tenham a real consciência do que o Estatuto garante a eles", explicou o oficial.

 

 Uma fileira de estudantes vestindo uniformes azuis e amarelos da Prefeitura de Boa Vista sentados em poltronas pretas de um auditório, assistindo atentamente a uma atividade à frente.

 

A visita também funcionou como uma ferramenta de orientação profissional. Para muitos alunos, foi o primeiro contato com as carreiras jurídicas, desmistificando a atuação de juízes, promotores e advogados.

A professora do 5º ano, Iomara Alves, enfatizou o impacto pedagógico e social de tirar os alunos da sala de aula tradicional para vivências como essa.

"Essa oportunidade de entrar no prédio e conhecer a dinâmica faz toda a diferença. Além disso, é uma atividade interdisciplinar; conseguimos agregar isso em português, matemática e no aprendizado como um todo."

A estudante Isis Reneê, de 10 anos, não escondeu o entusiasmo com a visita ao Fórum.

"Eu amei! Achei a experiência muito legal, a gente conhecer os juízes, o Fórum... foi uma experiência que eu nunca achei que teria aqui. O que levo de conhecimento é que, se um dia eu quiser seguir essa profissão que gostei tanto, tenho que estudar muito. Foi uma experiência muito boa ver de perto como é ser o que eu quero ser no futuro."

 

O juiz de paletó escuro está de pé à esquerda, sorrindo e conversando com um grupo de estudantes em uma sala de escritório. Os alunos vestem o uniforme azul e amarelo e estão reunidos entre bancadas com computadores e monitores. Ao fundo, a parede é cinza escuro texturizada.

 

O projeto está alinhado ao Mapa Estratégico 2021–2026 do Tribunal de Justiça de Roraima e segue as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

 


 

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Texto: Emily Soares - Jornalista; Liah Lamazon - Estagiária de Jornalismo (NUCRI/TJRR)
Fotos: NUCRI/TJRR
MAIO/2026 - NUCRI/TJRR

 

 

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