
Com o tema “Pelo Direito à Cultura: Resistir em Batida, Verso, Corpo e Traço”, o Tribunal de Justiça de Roraima realizou, nesta sexta-feira, 3 de julho, a 5ª edição do Caminhos Literários no Sistema Socioeducativo, iniciativa promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A programação ocorreu com adolescentes atendidos pelo Centro Socioeducativo Homero de Souza Cruz Filho e pela Unidade de Semiliberdade de Boa Vista.
As atividades foram realizadas de forma simultânea nas duas unidades, reunindo adolescentes e seus familiares em um espaço dedicado à apresentação dos trabalhos desenvolvidos pelos socioeducandos, entre eles os videoclipes "Do Lavrado para o Futuro" e "Cria Caminhos", além de grafites e apresentações culturais.
Em Roraima, as atividades contaram com o apoio do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF), da Biblioteca Judiciária e do Projeto Leitura Abre Portas e a Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social (Setrabes).
As ações buscam ampliar o acesso à cultura e estimular o desenvolvimento artístico dos adolescentes durante o cumprimento das medidas socioeducativas, explica a servidora do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF), Débora Nóbrega.
"O adolescente tem a oportunidade de descobrir e demonstrar seus talentos, além de acessar a cultura por meio da música, do hip-hop, da literatura, da pintura e do grafite. Todos esses elementos contribuem para a sua formação nesse universo cultural e oferecem a oportunidade de expressar as características próprias da adolescência, vivenciar novas experiências e fortalecer o processo de ressocialização."

O diretor do Centro Socioeducativo Homero de Souza Cruz Filho, Genildo da Silva, destaca que apresentar o resultado de um trabalho construído coletivamente fortalece o sentimento de pertencimento e conquista entre os adolescentes.
"Foi de grande valia para o desenvolvimento socioeducativo desses adolescentes. Eles construíram algo em sintonia, juntos. Isso representa uma grande conquista para todos nós. É a primeira vez que eles realizam uma produção dessa magnitude, construída por eles mesmos, sendo os verdadeiros protagonistas."
O objetivo da iniciativa é construir e fortalecer a cultura como um direito dentro do sistema socioeducativo, explica o assistente técnico do programa Fazendo Justiça, Alisson Messias.
"A quinta edição integra a Agenda Justiça Juvenil, uma estratégia nacional do CNJ voltada ao aprimoramento da execução das medidas socioeducativas em todo o Brasil. Em Roraima, realizamos essa ação para fortalecer a cultura como um direito no sistema socioeducativo. Nesta edição, o hip-hop foi escolhido como tema central para estimular a expressão cultural dos adolescentes e, ao mesmo tempo, valorizar as especificidades do Estado e a cultura local, aspectos fundamentais nesse processo."
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Texto: Emily Soares - Jornalista
Fotos: NUCRI/TJRR
JULHO/2026 – NUCRI/TJRR


