
Ter a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) representa mais do que a emissão de um documento: significa facilitar o acesso a direitos, ao atendimento prioritário e a uma identificação que contribui para um acolhimento mais adequado em diferentes espaços. Com esse propósito, uma ação promovida pelo Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR) reuniu 46 atendimentos durante a segunda etapa de emissão da carteira.
A iniciativa foi realizada pela Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão (CPAI), por meio do Setor de Acessibilidade e Inclusão (SAINC), no auditório do Fórum da Cidadania, em parceria com a Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social (Setrabes) e o Centro Integrado de Atenção à Pessoa com Deficiência (CIAPD).
Realizada na sexta-feira (26), a ação atendeu tanto o público interno do Tribunal quanto a comunidade em geral, facilitando a emissão do documento que identifica a pessoa autista e contribui para o acesso ao atendimento prioritário em serviços públicos e privados.
A chefe do Setor de Acessibilidade e Inclusão do TJRR, Francisca Carvalho, destacou que a proposta é levar esse serviço cada vez mais perto das pessoas, por meio de ações realizadas nas unidades do Poder Judiciário.
"Estamos realizando a segunda etapa da emissão da carteira em parceria com a Setrabes e o Centro Integrado de Atenção à Pessoa com Deficiência. A nossa intenção é ampliar esse atendimento para outras sedes do Tribunal, oferecendo mais oportunidades para que as famílias consigam emitir o documento e, caso ainda não tenham toda a documentação necessária, possam ser orientadas e participar das próximas ações."
Moradora de Rorainópolis, Jociele Almeida aproveitou a oportunidade para emitir a carteira da filha, recentemente diagnosticada com TEA. Ela contou que a ação tornou o processo mais simples e acessível.
"Primeiro, a gente mora em Rorainópolis. Começamos procurando lá na cidade como fazia para tirar a carteira dela, porque o diagnóstico foi recente e a gente sabia da importância desse documento. No CRAS informaram que precisaríamos vir à Setrabes, em Boa Vista. Já tínhamos essa viagem programada e coincidiu com a ação aqui no Fórum da Cidadania. Preferimos vir para cá e foi tudo muito tranquilo."
O pai da criança, Alex Silva, também ressaltou a agilidade do atendimento.
"Foi simples, rápido e fomos prontamente atendidos."
A servidora pública Angela Lopes soube da iniciativa pelas redes sociais e decidiu participar para emitir a carteira do filho.
"Eu fiquei sabendo do atendimento através da minha mãe, que me enviou a publicação no Instagram. Resolvemos vir porque ainda não tínhamos a carteirinha oficial. Achei que encontraríamos muita fila, mas o atendimento foi muito rápido."
Para ela, o documento representa mais segurança e praticidade no cotidiano.
"A carteira é importante principalmente para a identificação. Ela ajuda a garantir o atendimento prioritário e permite que as pessoas compreendam que a criança é neurodivergente. Isso faz diferença em filas e em diversos outros ambientes."
A Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista é um documento que facilita a identificação da pessoa autista, contribuindo para o acesso aos direitos previstos em lei, ao atendimento prioritário e a uma convivência mais acessível e inclusiva.

Acessibilidade
O site do TJRR oferece recursos de acessibilidade por meio do sistema Rybená, que facilita a navegação e a compreensão de conteúdos digitais por pessoas com deficiência. Para ativar essas funcionalidades, basta clicar em um dos ícones para utilizar as opções disponíveis no próprio portal.
Texto: Beatriz Evangelista - Jornalista
Imagem: Nucri/TJRR
JULHO/2026 - NUCRI/TJRR


