
Na tarde de ontem, (23), a Coordenadoria Estadual de Violência Doméstica do Tribunal de Justiça de Roraima, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, realizou a entrega de 82 certificados do projeto Maria Vai à Escola, aos alunos da Escola Municipal Menino Jesus de Praga. A solenidade ocorreu no Pleno do Palácio da Justiça.
Participaram do evento, a juíza e coordenadora do projeto, Maria Aparecida Cury, a juíza auxiliar da Presidência Bruna Zagallo e o superintendente da Educação Básica, Hefrayn Costa Lopes, além do gestor e professoras da unidade.
"Trazer o aluno até o Tribunal de Justiça para receber o certificado é uma forma de mostrarmos a importância do que foi aprendido em sala de aula. O projeto tem o objetivo de formar multiplicadores do bem", explicou Maria Aparecida.
A magistrada Bruna Zagallo pontuou que o programa contribui para a formação de valores. "É na infância que devemos repassar os melhores ensinamentos, porque assim, estamos contribuindo para uma sociedade não violenta e mais igualitária".
Aluna do 5° ano do fundamental, a pequena Catarina Freire diz ter ficado feliz por participar do projeto. "Aprendi entre outras coisas, sobre as leis que as mulheres conquistaram ao longo da história e que devemos respeitar uns aos outros" .
O Projeto iniciou em 2015 e é fruto da parceria do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR), por intermédio da Coordenadoria Estadual da Mulher em situação de Violência Doméstica e Familiar e a Secretaria Municipal de Educação. Até o momento foram beneficiadas dezesseis escolas municipais da capital com grade de 10 aulas, atendendo mais de 1.700 alunos que cursam o 5º ano do Ensino Fundamental.


Boa Vista, 23 de agosto de 2018
Núcleo de Comunicação e Relações Institucionais
Escritório de Comunicação

O Coordenadoria Estadual de Violência Doméstica e Familiar e a Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça de Roraima, realizaram na tarde desta terça-feira (21), uma visita a Cadeia Pública Feminina. A ação faz parte das atividades elaboradas para a Semana do programa Justiça Pela Paz em Casa, promovido pelo CNJ em parceria com os Tribunais de Justiça estaduais.
O objetivo do encontro foi verificar o estado de saúde das apenadas e prestar esclarecimentos, por meio de palestras, sobre as determinações da Lei Maria da Penha.
Nesta edição, de 20 a 24 de agosto, o foco do programa é o feminicídio, termo usado para denominar assassinatos de mulheres cometidos em razão do gênero. Ou seja, quando a vítima é morta por ser mulher. De acordo com a juíza Maria Aparecida Cury, coordenadora Estadual da Mulher em situação de Violência Doméstica e Familiar é importante as mulheres conhecerem seus direitos e medidas de proteção.
“Muitas mulheres começam a sofrer agressões como xingamentos, ameaças e isso, muitas vezes, só vai aumentando até resultar na morte delas. O importante dessas campanhas de conscientização é esclarecer às mulheres sobre os tipos de violência que ela sofre, porque muitas sofrem e não se dão conta que estão envolvidas nesse ciclo”, explicou a magistrada destacando a importância da participação da sociedade nesse contexto.
“Queremos com esse debate social, que a sociedade compreenda a realidade do problema. Muitas mulheres que sofrem violência, não sabem que estão passando por isso, porque a sociedade é tão machista que a mulher acaba naturalizando a violência sofrida”.
Durante a ação, uma equipe médica atendeu as presas, tudo acompanhado pela juíza titular da Vara de Execução Penal – VEP, Joana Sarmento que verificou também a questão processual no que diz respeito a prisão domiciliar. A magistrada participou do ciclo de palestras e pontuou que muitas detentas se envolveram em crimes por causa da família. “A maioria delas se envolveu na criminalidade por conta de seus companheiros ou filhos”.
Conforme a diretora da unidade prisional, Fabiane Leandro a palestra sobre a Lei Maria da Penha é de suma importância para que as detentas saibam seus diretos. “Esses esclarecimentos são relevantes porque um dia irão retornar à sociedade e precisam saber dos seus direitos e deveres”.
Participaram da visita, o juiz Breno Coutinho, diretor do Fórum Criminal, e os defensores públicos Anna Elize Amaral e Frederico César Encarnação.


Fotos: Lucas Amâncio
*Coordenadora Estadual da Mulher
Boa Vista, 22 de agosto de 2018
Núcleo de Comunicação e Relações Institucionais
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