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SEGURANÇA NA FRONTEIRA - Judiciário se compromete a dar celeridade a processos com imigrantes e realizar audiências de custódia em Pacaraima

 

Reunião de autoridades de segurança na Comarca de Pacaraima

Representantes de diversas instituições se reuniram para tratar de medidas conjuntas para a fronteira com a Venezuela

 

Ainda como resposta à situação de conflitos em Pacaraima, fronteira com a Venezuela, representantes do Judiciário do Estado, Operação Acolhida, promovida pelo Exército Brasileiro, MPRR (Ministério Público do Estado de Roraima), Polícia Federal, PRF (Polícia Rodoviária Federal), Polícia Civil, Polícia Militar, Prefeitura e Câmara de Vereadores, além de Organizações Não Governamentais, se reuniram nesta última quarta-feira, dia 19, na Comarca do Município para discutir medidas conjuntas voltadas para pacificação social na cidade.

Segundo o juiz Marcelo Batistela, cada instituição que enviou representante para a reunião se responsabilizou com ações que pudessem reduzir o contexto de instabilidade na área de fronteira, que vem sendo marcada desde 2016 pelo aumento do movimento migratório de venezuelanos para o Brasil.
Ele informou que o TJRR (Tribunal de Justiça de Roraima), para contribuir com essa ação conjunta entre instituições, deverá dar maior prioridade aos processos relacionados a crimes cometidos por imigrantes venezuelanos, visando dar celeridade à tramitação dos casos e uma resposta mais imediata à sociedade.

“Além disso, vamos atender a uma demanda das polícias, que é a realização das audiências de custódia relacionadas a crimes cometidos por imigrantes venezuelanos em Pacaraima, na própria Comarca, dando também maior celeridade e contribuindo com o trabalho das instituições de segurança pública”, disse.

 

Representantes de instituições de segurança reunidos na Comarca de Pacaraima

 

O magistrado avaliou a promoção dessa ação institucional em conjunto como positiva, não só para o município de Pacaraima, mas para o Estado inteiro, que deverá também receber os benefícios de medidas que visam apenas à pacificação social nesse momento de crise ainda vivido em Roraima, devido ao movimento migratório.

“Acredito que com a união das instituições, a sociedade já está com uma sensação maior de segurança; e com a efetividade dessas ações, a situação deverá se transformar, apresentando resultados esperados por toda população”, declarou.