Atividade do projeto Leitura Abre Portas aproximou os jovens da história de Roraima e do Poder Judiciário

Adolescentes da Unidade de Semiliberdade e do Centro Socioeducativo Homero de Souza Cruz Filho (CSE) participaram de visitas guiadas ao Centro de Memória e Cultura do Poder Judiciário de Roraima (CMC). A atividade foi promovida pelo projeto Leitura Abre Portas e proporcionou aos jovens uma experiência de contato com documentos, objetos, fotografias e registros históricos que ajudam a contar a trajetória do estado e da Justiça roraimense.
Durante a visita, os participantes conheceram diferentes espaços do Centro de Memória e puderam compreender, de forma educativa e acessível, como a história do Poder Judiciário se conecta à formação social, cultural e cidadã de Roraima.
Para a bibliotecária do TJRR e integrante do projeto Leitura Abre Portas, Madrice Cunha, a visita é uma forma de celebrar os três anos de atuação do projeto, iniciado em 2023, e contribui para que os adolescentes reconheçam a própria história como parte de um processo de pertencimento e transformação.
“Trazer os adolescentes ao Centro de Memória é uma forma de apresentar a importância da história do Poder Judiciário e também da história de Roraima. Nesses dois dias, com os jovens da semiliberdade e do Centro Socioeducativo, a visita também se torna uma oportunidade para que eles possam resgatar a própria história”, destacou.
O historiador do Centro de Memória e Cultura, Hugo Moura, explicou que a presença dos jovens no espaço aproxima o Judiciário da comunidade e amplia o papel social da memória institucional.
“Com a visita dos jovens do Centro Socioeducativo, o Centro de Memória cumpre uma de suas principais funções, que é o serviço social. Aqui, conseguimos falar não apenas da história do Tribunal, mas também da história da nossa cidade. Isso contribui para a formação cidadã e para a construção de uma identidade pessoal”, afirmou.

Além do contato com a memória institucional, a atividade buscou incentivar novas perspectivas de futuro por meio da educação, da cultura e do conhecimento.
Segundo o diretor do Centro Socioeducativo, Genildo da Silva, experiências como essa ajudam os adolescentes a enxergar outras possibilidades de vida.
“Esse tipo de atividade desperta neles a vontade de sonhar com o futuro e ressignificar suas histórias. Eles percebem que, para chegar a outros espaços e construir novas oportunidades, o caminho passa pelo estudo. É uma chance de ver e sentir outro lado da vida social, da socioeducação e da educação”, pontuou.
A iniciativa amplia o acesso de adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas a ações educativas, culturais e de cidadania, criando pontes entre memória, pertencimento e novas possibilidades.

SAIBA MAIS
O que é o projeto Leitura Abre Portas?
O Leitura Abre Portas é um projeto desenvolvido no âmbito do Tribunal de Justiça de Roraima com foco no incentivo à leitura, à educação e à formação cidadã de adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas.
Coordenado pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF) e pela Biblioteca Judiciária, o projeto promove ações de educação não escolar, cidadania e ressocialização por meio do acesso à leitura.
A iniciativa leva aos adolescentes atividades literárias, culturais e educativas que aproximam os jovens de livros, autores, espaços de conhecimento e experiências voltadas à reflexão sobre identidade, pertencimento, escolhas e futuro.
Por meio da leitura e do acesso à cultura, o projeto busca ampliar horizontes, estimular o pensamento crítico e abrir caminhos para que os adolescentes possam construir novas perspectivas de vida.
Acessibilidade
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Texto: Mairon Compagnon - Jornalista
Fotos: NUCRI/TJRR
MAIO/2026 - NUCRI/TJRR


