
Garantia de direitos, acolhimento e os desafios enfrentados pela população trans nas unidades prisionais de Roraima estiveram no centro de uma reunião entre integrantes do Comitê Gestor de Equidade de Gênero, Raça e Diversidade do Tribunal de Justiça de Roraima e a presidente da Rede Trans Brasil, Tathiane Araújo.
O encontro promoveu discussões sobre assistência à população trans privada de liberdade, condições estruturais do sistema prisional e a construção de políticas públicas voltadas à dignidade e ao respeito aos direitos humanos.
A presidente do Comitê Gestor de Equidade de Gênero, Raça e Diversidade do TJRR, Lana Leitão, destacou a importância da aproximação com organizações da sociedade civil para ampliar a compreensão sobre a realidade vivida por pessoas trans no sistema prisional.
“A Rede Trans Brasil nos dá uma fotografia muito precisa do que está acontecendo dentro do sistema. Apesar de todo o empenho do Poder Judiciário no acompanhamento do sistema prisional, algumas situações acabam não chegando até nós. E o olhar da Rede Trans Brasil mostra a realidade da discriminação e das vulnerabilidades enfrentadas pela população trans sob proteção do Estado”, afirmou.

Para a presidente da Rede Trans Brasil, Tathiane Araújo, o diálogo entre instituições públicas e organizações sociais é essencial para o avanço de ações voltadas à garantia de direitos.
“O sistema judiciário no Brasil tem sido parceiro das ações do terceiro setor. Aqui em Roraima discutimos a realidade do sistema prisional, que ainda necessita de alinhamento nas políticas de gestão pública para atender as necessidades da nossa população”, destacou.
A reunião também integrou a agenda de monitoramento do Projeto Travessia 2.0, iniciativa da Rede Trans Brasil voltada ao acompanhamento de violações de direitos humanos, produção de dados e desenvolvimento de políticas públicas para pessoas trans, especialmente aquelas privadas de liberdade.
Segundo Tathiane Araújo, o projeto realiza levantamentos em diferentes estados brasileiros para subsidiar ações voltadas à população LGBT no sistema prisional.
“Estamos ouvindo pessoas privadas de liberdade e profissionais do sistema prisional para construir um diagnóstico que contribua para políticas públicas, ressocialização, dignidade humana e melhores condições estruturais para essa população”, explicou.

Participaram da reunião a presidente do Comitê Gestor de Equidade do TJRR, Lana Leitão; as servidoras Anne Araújo e Maria das Graças; a presidente da Rede Trans Brasil, Tathiane Araújo; a coordenadora adjunta da Política de Promoção da Igualdade Racial do Governo de Roraima, Silvia Reis; e Cindy Eva, articuladora local do Projeto Travessia 2.0.
A iniciativa integra as ações desenvolvidas pelo TJRR voltadas à equidade, inclusão e ampliação do diálogo institucional sobre direitos humanos no sistema prisional roraimense.
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Texto: Beatriz Evangelista - Jornalista
Fotos: NUCRI/TJRR
MAIO/2026 - NUCRI/TJRR


