
O acesso à Justiça em territórios indígenas e a ampliação de ações voltadas à proteção de mulheres e crianças estiveram no centro de uma agenda institucional realizada pelo Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR), por meio da Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid), nas comunidades da Terra Indígena Barata e Livramento, na região do Tabaio, município de Alto Alegre. A iniciativa ocorreu entre os dias 6 e 11 de maio de 2026 e buscou aproximar o sistema de Justiça dos povos originários por meio da escuta direta e da construção de caminhos conjuntos com as comunidades.
A participação da juíza da Cevid/TJRR, Suelen Alves, ocorreu no dia 8 de maio, durante a mesa temática “Romper o silêncio e proteger a vida”, um dos momentos centrais da programação. O espaço reuniu lideranças e participantes da XXII Assembleia Geral das Mulheres Indígenas de Roraima para debates sobre violência doméstica, direitos e mecanismos de proteção às mulheres indígenas.
Durante a atividade, a magistrada destacou a importância da presença do Judiciário nos territórios e da construção de respostas mais próximas da realidade vivenciada pelas comunidades.

“Estar dentro das comunidades indígenas permite que a Justiça compreenda de forma mais profunda as realidades vividas e atue com mais sensibilidade diante das situações de violência. A proteção de mulheres e crianças depende dessa presença, da escuta ativa e do compromisso institucional em garantir que cada denúncia seja acolhida com seriedade e respeito”, afirmou a juíza Suelen Alves.
A programação integrou a XXII Assembleia Geral das Mulheres Indígenas de Roraima, promovida pela Organização das Mulheres Indígenas de Roraima, que teve como foco a defesa dos direitos territoriais, autonomia e protagonismo das mulheres indígenas.

A comitiva do TJRR, por meio da Cevid, contou ainda com a participação das servidoras Aurilene Mesquita e Natália Menezes, que acompanharam a agenda e prestaram apoio às atividades realizadas ao longo da programação na comunidade indígena.
Acessibilidade
O site do TJRR oferece recursos de acessibilidade por meio do sistema Rybená, que facilita a navegação e a compreensão de conteúdos digitais por pessoas com deficiência. Para ativar essas funcionalidades, basta clicar em um dos ícones para utilizar as opções disponíveis no próprio portal.
Texto: Eduardo Haleks - Jornalista
Fotos: NUCRI/TJRR
MAIO/2026 - NUCRI/TJRR


