Ampliar o debate sobre inclusão, incentivar redes de apoio e criar espaços de escuta para mulheres que vivenciam os desafios da maternidade atípica

Com o objetivo de ampliar o diálogo e o acolhimento, o Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR), por meio da Escola Judicial de Roraima (EJURR), da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão (CPAI) e do Setor de Acessibilidade e Inclusão, realizou o “Encontro de Mães Atípicas: desafios, afeto e histórias que inspiram”. A programação reuniu servidoras, magistradas, familiares e comunidade em um momento de troca de experiências, acolhimento e apoio emocional, em alusão ao Dia das Mães.
A roda de conversa abriu espaço para que mães de crianças e adolescentes com deficiência, como autismo e síndrome de Down, compartilhassem vivências, desafios e experiências enfrentadas ao longo da vida familiar, além da importância do apoio emocional e social durante a jornada.
A diretora da Ejurr e presidente da CPAI, desembargadora Tânia Vasconcelos destacou que o encontro surgiu da união de esforços entre os setores envolvidos e da necessidade de ampliar o acolhimento às famílias de pessoas com deficiência.
“A importância desse tema decorre da necessidade de entender que existem pessoas com deficiência e que elas não são menores nem inferiores. São pessoas importantes, que precisam ser acolhidas e incluídas. O evento tem essa finalidade de acolher as mães atípicas e também prepará-las para esse desafio com informações”, afirmou.

A programação contou com a participação da neuropsicóloga e psicopedagoga Jussara Barbosa, além de mães convidadas que compartilharam trajetórias marcadas por desafios, superação e construção de redes de apoio.
Durante a conversa, temas como o impacto do diagnóstico na rotina familiar, o preconceito enfrentado no cotidiano, o autocuidado materno e a importância da escuta ativa estiveram entre os assuntos debatidos.
Para a psicopedagoga Jussara Barbosa, iniciativas como essa ajudam a ampliar a compreensão da sociedade sobre os desafios vivenciados pelas famílias.
“Quanto mais as pessoas tiverem conhecimento sobre as dificuldades e sobre a dedicação exigida dessas mães, melhor poderão compreender e oferecer suporte”, ressaltou.

A servidora Deise de Andrade Bueno, mãe atípica, destacou a importância do compartilhamento de experiências entre famílias que vivem realidades semelhantes.
“É uma oportunidade de dividir desafios, trocar informações, indicar profissionais e perceber que existem outras pessoas vivendo situações parecidas. Esses encontros acolhem e ajudam muito no dia a dia”, afirmou.
BLITZ DA BELEZA

Além da roda de conversa e das atividades de escuta e compartilhamento de experiências, o encontro também reservou um momento especial de cuidado e valorização das participantes. A “Blitz da Beleza” integrou a programação com serviços e ações voltadas ao bem-estar, autocuidado e autoestima das mães presentes.
A iniciativa teve apoio da Comissão Gestora do Plano de Logística Sustentável do TJRR e proporcionou um ambiente de relaxamento e acolhimento, permitindo que as participantes vivenciassem um momento dedicado a si mesmas, em meio à rotina de cuidados e responsabilidades que fazem parte da maternidade atípica.
A proposta da atividade foi oferecer não apenas atendimentos estéticos, mas também promover sensação de pertencimento, leveza e reconhecimento, reforçando a importância do cuidado emocional e da valorização pessoal das mulheres que enfrentam diariamente os desafios da maternidade.
Acessibilidade
O site do TJRR oferece recursos de acessibilidade por meio do sistema Rybená, que facilita a navegação e a compreensão de conteúdos digitais por pessoas com deficiência. Para ativar essas funcionalidades, basta clicar em um dos ícones para utilizar as opções disponíveis no próprio portal.
Texto: Mairon Compagnon - Jornalista; Juliana Soares - Estagiária de Jornalismo
Fotos: NUCRI/TJRR
MAIO/2026 - NUCRI/TJRR


