Apresentações de capoeira, música e culinária marcaram a Feira da Cultura Negra e Indígena, realizada no hall da Escola Judicial de Roraima (Ejurr), na sexta-feira (10). Coordenado pelo Comitê Gestor da Equidade de Gênero, Raça e Diversidade, em parceria com a Comissão de Logística Sustentável, o evento buscou integrar a diversidade cultural ao ambiente institucional, além de promover uma ação solidária em benefício da Associação dos Deficientes Visuais de Roraima (ADVIR).
Além de conferir a comercialização de artesanatos e pratos típicos, o público pôde acompanhar as apresentações do Grupo Capoeira Roraima e do Quarteto Sonare. A programação também abriu espaço para conhecimento ancestral, com uma palestra sobre o significado e importância do grafismo cultural indígena.
Para a juíza Lana Leitão, coordenadora do Comitê de Equidade, a feira é uma ferramenta de conscientização.
“O objetivo é tentar diminuir a discriminação. Essa feira traz um conhecimento maior do que é a cultura negra e cultura indígena e de como esses elementos culturais fazem parte e nos estruturaram como sociedade brasileira”, destacou a magistrada, reforçando a importância da integração de magistrados e servidores no encontro.
Seguindo a linha de valorização da identidade local, o artista indígena Jarisson Raposo Macuxi, da Comunidade Raposa Serra do Sol, compartilhou saberes sobre o grafismo corporal com jenipapo. Para ele, ocupar espaços públicos é fundamental para a preservação de tradições.
“Foi um privilégio compartilhar esse conhecimento ancestral. Precisamos ter mais visibilidade para a questão cultural dentro dos espaços públicos do nosso estado”, afirmou o expositor.
A riqueza cultural também foi ressaltada pela capoeira. O instrutor João Davi, do Centro de Capoeira da Universidade Federal de Roraima (UFRR), ressaltou a oportunidade de levar essa filosofia para dentro do Judiciário.
“É uma abertura para apresentarmos a capoeira com sua riqueza cultural e histórica para a sociedade como um todo. É um momento rico trazer a capoeira com sua musicalidade, cultura e filosofia (...)”, pontuou.
Além do intercâmbio cultural, a feira teve seu caráter solidário reafirmado: toda renda obtida com a venda de artigos esportivos foi revertida para a ADVIR. A iniciativa reflete o compromisso do Judiciário com a inclusão social em múltiplas frentes e integra o calendário de ações voltadas ao enfrentamento do racismo estrutural, em alinhamento com o Pacto Nacional do Judiciário pela Equidade Racial.
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Texto: Beatriz Evangelista - Jornalista; Liah Lamazon - Estagiária de Jornalismo /TJRR
Fotos: NUCRI/TJRR
ABRIL/2026 - NUCRI/TJRR


