
No mês em que se celebra o Dia Internacional da Pessoa com Síndrome de Down, um encontro voltado à escuta e à troca de experiências propôs ampliar a visão da sociedade sobre a temática. Promovido pela Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão (CPAI) e pelo Setor de Acessibilidade e Inclusão (SAINC), com apoio da Escola Judicial de Roraima (Ejurr), o evento buscou ir além das limitações, destacando histórias, e falando sobre inclusão.
Realizada na Sede Administrativa, a ação reuniu o olhar técnico de profissionais, os relatos de famílias e a experiência de quem vive a síndrome no dia a dia. A proposta principal foi dar espaço para que essas narrativas fossem compartilhadas, ajudando a desconstruir preconceitos.
A presidente da CPAI e diretora da Ejurr, desembargadora Tânia Vasconcelos, destacou que o encontro integra um conjunto de ações voltadas à promoção de uma sociedade mais inclusiva.
“Cumprindo o nosso papel dentro da comissão, estamos promovendo mais uma oportunidade de debate. Neste encontro, tratamos da síndrome de Down não apenas com caráter informativo, mas também trazendo orientações e estratégias que possam contribuir com o desenvolvimento e a inclusão dessas pessoas na sociedade”, afirmou.
Entre os relatos que marcaram o evento, esteve o de Anna Paula Travassos, mãe de “Vitinho”, de 8 anos e portador da Síndrome. Ela conta que descobriu a condição do filho ainda na gestação, e desde então, transformou a experiência em aprendizado e troca.
“Quando eu falo sobre o meu filho, eu sinto que também estou ajudando outras mães que ainda não conseguem aceitar a condição”, afirmou.
A vivência com o filho também a levou a criar o perfil “Comidinhas do Vitinho”, nas redes sociais, onde compartilha receitas e informações sobre alimentação saudável para crianças. A iniciativa, que começou como uma busca por conhecimento, acabou se tornando um espaço coletivo de aprendizado.
Servidor público, atleta e pessoa com Síndrome de Down, Carlos Nunes Gomes Filho, de 29 anos, foi um dos convidados do evento, e compartilhou aspectos da sua rotina e identidade.
“Eu amo minha família, tenho namorada e pratico esportes”, contou.

Para a mãe de Carlos, Socorro França, momentos como esse são fundamentais para dar visibilidade à realidade das pessoas com síndrome de Down.
“Esse é um espaço importante para mostrar isso e ampliar esse olhar”, destacou.
Com a proposta de promover reflexão e ampliar perspectivas, o encontro reafirma que inclusão começa pelo conhecimento e pela escuta.
Mais do que falar sobre a síndrome, a iniciativa mostra a importância de dar voz a quem vive essa realidade, construindo uma sociedade mais empática e informada.
Acessibilidade
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Texto: Texto: Juliana Soares - Estagiária de Jornalismo /Emily Soares - Jornalista
Fotos: NUCRI/TJRR
MARÇO/2026 - NUCRI/TJRR


