
Transformar a arte em instrumento de escuta, expressão, aprendizado e construção de novas perspectivas. É com essa missão que a Corregedoria-Geral de Justiça do Tribunal de Justiça de Roraima (CGJ/TJRR) iniciou um o projeto “Entrelinhas e Sonhos”, voltado a adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa no Centro Socioeducativo do Estado.
A proposta é integrar a rotina da unidade com encontros culturais periódicos, utilizando diferentes linguagens artísticas como forma de incentivar reflexão, diálogo e produção de sentido.
Durante a abertura do projeto, o juiz auxiliar da Corregedoria, Eduardo Carvalho, destacou o objetivo de ampliar oportunidades e fortalecer a cidadania dos adolescentes atendidos.
“O objetivo é trazer cidadania, esperança e luz para esses adolescentes que estão hoje em medida restritiva de liberdade, para que retornem para a sociedade com outra visão, outra perspectiva e mais oportunidade”.
O primeiro encontro marcou o início de uma agenda de atividades dentro do Centro Socioeducativo. A programação de abertura reuniu apresentação institucional, acolhimento e diagnóstico inicial dos participantes, além de uma roda de conversa sobre arte e cultura.

Idealizadora do projeto, a servidora Maria das Graças explicou que as atividades acontecerão mensalmente até dezembro, com uma mostra final reunindo os trabalhos produzidos pelos adolescentes.
“A gente vai ter aula de pintura, de teatro, de dança e de literatura indígena, literatura regional e nesse sentido vamos tendo uma vez ao mês até dezembro. Em dezembro a gente vai fazer uma mostra de todos os trabalhos que foram feitos pelos alunos do Centro Social Educativo de Roraima”.
Além de ofertar conteúdo cultural, o “Entre Linhas e Sonhos” também busca criar pertencimento, incentivando cada participante a se reconhecer como parte ativa de uma história que pode ganhar novos caminhos.

Para o membro da ARL Reginaldo Filho, o projeto tem um sentido especial por aproximar a Academia da sociedade e por estimular a construção de trajetórias melhores.
“Esse projeto traz uma sugestão de linhas que você vai seguindo e sonhos para realizar e tornar a vida um pouco melhor”.
O diretor do Centro Socioeducativo, Genildo da Silva, ressaltou que ações culturais como essa contribuem para fortalecer a convivência e apoiar o processo de ressocialização dentro da unidade.
“Um passado não tão distante, nós chegamos a ter 128 jovens institucionalizados, sem nenhum trabalho de ressocialização, e hoje nós temos 33 jovens atualmente, graças a essa iniciativa do Tribunal de Justiça, sendo um dos parceiros para que tragam cada vez mais esses projetos culturais, para que esses jovens aprendam cada vez mais que nós devemos viver dentro de uma sociedade mais harmoniosa e com seus direitos preservados”.
Cada mês um membro da Academia Roraimense de Letras realizará uma atividade diferente com os alunos. Dessa forma o projeto “Entre Linhas e Sonhos” passa a integrar as ações institucionais do Poder Judiciário voltadas ao fortalecimento do processo socioeducativo no estado, promovendo oportunidades de desenvolvimento e novas possibilidades de reintegração social.
Acessibilidade
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Texto: Mairon Compagnon - Jornalista
Fotos: NUCRI/TJRR
MARÇO/2026 - NUCRI/TJRR


