Projeto “Justiça é Coisa de Criança” aproxima estudantes do Poder Judiciário em Roraima

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Imagem colorida mostra o juiz e coordenador da CIJ/TJRR, Marcelo Oliveira durante audiência simulada com crianças da Escola Municipal Maria Teresa Maciel.


“O meu sonho é ser juiz.” A frase dita pelo estudante Davi Fortaleza, de 10 anos, resume a experiência vivida por crianças da Escola Municipal Maria Teresa Maciel, que participaram do projeto “Justiça é Coisa de Criança”, iniciativa desenvolvida pelo Tribunal de Justiça de Roraima, por meio da Coordenadoria da Infância e Juventude do TJRR, para aproximar crianças e adolescentes do funcionamento da Justiça de forma simples, acessível e lúdica.

A estudante Micaella Verissimo também destacou o aprendizado proporcionado pela atividade.

“O juiz tem o poder elevado, mas nós podemos aprender e muito com ele”, afirmou.

Já Lucas Ferreira, aluno do quinto ano, ressaltou a importância da responsabilidade dentro do ambiente judicial.

“Eu aprendi que na justiça não tem brincadeira, é tudo muito sério”, comentou.

Com foco na formação cidadã e no protagonismo infantil, o projeto leva estudantes para dentro das salas de audiência, onde eles passam a conhecer, na prática, como funciona o sistema de Justiça da Infância e Juventude em Roraima.

Imagem colorida mostra o juiz e coordenador da CIJ/TJRR, Marcelo Oliveira conversando com crianças, durante audiência simulada com crianças da Escola. Municipal


O lançamento ocorreu no dia 15 de maio, no Fórum da Cidadania Palácio Latife Salomão, em Boa Vista, com a realização de audiências simuladas conduzidas pelas próprias crianças participantes. A proposta é aproximar o público infantojuvenil do Poder Judiciário por meio de atividades educativas, participativas e adaptadas à linguagem das crianças.

Durante a atividade, os estudantes assumiram papéis como juiz, promotor de Justiça, defensor público, advogado, conselheiro tutelar, acusado e vítima, reproduzindo o funcionamento de uma audiência judicial e compreendendo, na prática, como funciona a atuação da Justiça da Infância e Juventude.

O coordenador da CIJ/TJRR, juiz Marcelo Oliveira, explicou que a iniciativa busca mostrar às crianças que o Judiciário também é um espaço de acolhimento, proteção e garantia de direitos.

“Fizemos uma audiência simulada, com promotor, com juiz, com defensor, com acusado, com conselho tutelar e a vítima, para que eles possam compreender como a justiça funciona, o papel de cada um. Eles mesmos decidiram o tema que ia ser julgado, fizeram o julgamento e aplicaram as penalidades que eram necessárias”, destacou.

Segundo o magistrado, o projeto também pretende aproximar as crianças da realidade do sistema de Justiça de forma humanizada.

“O projeto ‘Justiça é Coisa de Criança’ tem justamente o objetivo de trazer crianças para conhecer o funcionamento da justiça roraimense, especialmente a Justiça da Infância e Juventude”, afirmou.

Formação cidadã e protagonismo infantil

Imagem colorida mostra  audiência simulada com crianças da Escola Municipal Maria Teresa Maciel.


O projeto tem como objetivo geral promover a aproximação das crianças com o Poder Judiciário por meio de atividades lúdico-pedagógicas e simulações de audiências, fortalecendo a formação cidadã e o protagonismo infantil. Entre os objetivos específicos estão ensinar noções básicas sobre direitos e deveres, desenvolver competências socioemocionais, estimular a comunicação não violenta e incentivar a participação democrática.

A metodologia utilizada é baseada na participação ativa dos estudantes, permitindo que eles compreendam de forma prática conceitos como justiça, responsabilidade social, empatia e resolução pacífica de conflitos. A faixa etária escolhida para o projeto, entre 10 e 12 anos, corresponde a uma etapa importante do desenvolvimento cognitivo e moral das crianças, considerada estratégica para a construção de valores éticos, senso de justiça e participação social.

 

Foto colorida mostra grupo em auditório reunindo crianças, adolescentes e participantes da atividade institucional. As crianças aparecem uniformizadas e algumas utilizam becas e capas. Ao fundo, autoridades e organizadores posam para a foto coletiva.

 


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Texto: Eduardo Haleks - jornalista 
Fotos: NUCRI/TJRR
MAIO/2026 - NUCRI/TJRR