Cultura e tradição marcam Feira dos Povos Indígenas no Fórum Criminal

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 Uma foto de uma feira de artesanato indígena em um corredor interno. Uma jovem mulher indígena, com colares tradicionais, mostra um pequeno item tecido para uma mulher, em frente a uma mesa coberta com um pano amarelo repleta de biojoias, colares e acessórios tradicionais. Há cadeiras plásticas vazias ao lado e uma placa de coletivo indígena na parede à esquerda. O corredor se estende ao fundo com outras barracas e pessoas.
 
A valorização da cultura dos povos originários e o incentivo à inclusão social marcaram a Feira dos Povos Indígenas promovida pelo Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR), por meio da Diretoria do Fórum Criminal, e realizada na sexta-feira (17), no Fórum Criminal Ministro Evandro Lins e Silva.

A iniciativa integrou as ações alusivas ao Dia dos Povos Indígenas, celebrado em 19 de abril, e teve como objetivo fortalecer o reconhecimento da diversidade cultural, incentivar a cidadania e aproximar o Poder Judiciário das comunidades indígenas, em consonância com as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Durante a programação, magistrados, magistradas, servidores, servidoras, estagiários e estagiárias, e o público em geral puderam acompanhar a exposição e comercialização de produtos artesanais, além de visitar os estandes e interagir diretamente com artesãs e artesãos indígenas. O espaço se consolidou como um ambiente de troca de saberes, valorização cultural e reconhecimento das tradições.
 
 
Artesã indígena desde os 12 anos, Miriele Batista apresentou peças que fazem parte de sua história e falou sobre também passar seus conhecimentos para novas gerações, e sobre sua participação no evento.
 
“Eu aprendi ainda criança e nunca parei. Hoje eu ensino outras pessoas na comunidade. Para mim, não é só trabalho, é a nossa cultura, e hoje estou aqui trazendo a minha cultura, a cultura do meu povo, para que outras pessoas possam levar os meus artesanatos para suas casas”, destacou.
 
Mais do que a comercialização de produtos como biojoias, cestarias, camisetas e outros itens tradicionais, a feira promoveu o diálogo entre diferentes públicos e contribuiu para o combate ao racismo estrutural, por meio da valorização das identidades indígenas.
 
Uma foto mais ampla mostrando o corredor da feira e seu contexto. O juiz Cleber Gonçalves Filho, de terno azul e uma mulher de vestido estampado param ao lado de uma mesa branca cheia de arte com penas. Um homem indígena sentado está à esquerda da mesa. Ao fundo, há uma grande parede com texto de boas vindas ao Tribunal do Júri e uma porta com a numeração 30, ao lado de mais barracas e pessoas ao longo do corredor.

Segundo com o juiz Cleber Gonçalves Filho, diretor do Fórum Criminal e idealizador da ação, o momento reafirma o compromisso institucional com a inclusão e o reconhecimento cultural.
 
“Estão sendo apresentados alguns trabalhos artísticos feitos por eles, e também apresentação de expressões culturais de povos indígenas. Então é uma forma de valorizarmos essa cultura e também criar uma aproximação com o judiciário, fortalecer essa aproximação.”
 
A feira contou com a parceria da Secretaria de Estado dos Povos Indígenas (SEPI) e do Comitê de Equidade do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR). Ao todo, seis expositores participaram desta edição, levando ao público uma diversidade de produtos e expressões culturais.
 
Para a assistente executiva da SEPI, Cláudia Virgínia, a iniciativa amplia a visibilidade dos povos indígenas no estado.
 
“Essa parceria é muito importante porque valoriza os povos indígenas e traz para mais perto da sociedade as diferentes etnias que temos. É uma oportunidade de mostrar a cultura”, ressaltou.
 

Acessibilidade
O site do TJRR oferece recursos de acessibilidade por meio do sistema Rybená, que facilita a navegação e a compreensão de conteúdos digitais por pessoas com deficiência. Para ativar essas funcionalidades, basta clicar em um dos ícones para utilizar as opções disponíveis no próprio portal.
 

Texto: Eduardo Haleks - Jornalista / Juliana Soares - Estagiária de Jornalismo
Fotos: NUCRI/TJRR
ABRIL/2026 - NUCRI/TJRR